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Tecnologia

Internet via satélite leva Starlink ao 9º lugar da banda larga fixa no Brasil

Redação Revista InfluencersRedação Revista Influencersoutubro 22, 202604 Mins de leitura0
Antena parabólica em um telhado rural, cercada por árvores verdes.

A disputa pela banda larga fixa brasileira ganhou um novo componente em 2026: a conexão via satélite. Em agosto, a Starlink alcançou 936,8 mil acessos no país e passou a TIM, que registrou 929,9 mil. Com a marca, a empresa chegou à nona posição do ranking nacional, em um movimento que amplia a presença de uma tecnologia diferente das redes terrestres tradicionais.

A diferença entre as duas companhias foi de 6.925 acessos, segundo levantamento divulgado em 7 de outubro de 2026 com base em dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A Starlink ficou com 1,62% do mercado de banda larga fixa, enquanto a TIM teve participação de 1,61%. Os percentuais mostram que a mudança ocorreu por uma margem estreita, mas representa uma alteração concreta na ordem das empresas.

O resultado também chama atenção pelo ritmo de crescimento. Entre janeiro e agosto de 2026, a base da Starlink aumentou aproximadamente 42,7%. No mesmo intervalo, a TIM avançou 7,3%. A comparação indica que, embora as duas empresas estejam praticamente empatadas em participação, a expansão da operadora de internet via satélite foi mais acelerada no período.

Starlink avança em um mercado dominado por redes terrestres

Os números publicados pelo Canaltech colocam a Starlink entre as dez maiores empresas do segmento no Brasil. A posição ainda está distante das líderes, mas evidencia o espaço conquistado por um modelo de conectividade baseado em satélites, especialmente em um setor historicamente associado à fibra óptica, ao cabo e a outras infraestruturas instaladas em terra.

Em agosto, a Claro liderava o ranking, com 10,88 milhões de acessos. A Vivo aparecia na segunda colocação, com 8,54 milhões, enquanto a Nio tinha 3,47 milhões. Somadas, as empresas do mercado alcançavam aproximadamente 57,89 milhões de acessos de banda larga fixa no Brasil.

Nesse cenário, os 936,8 mil acessos da Starlink correspondem a uma parcela pequena do total nacional, mas suficiente para superar uma operadora tradicional como a TIM. A leitura dos dados é, portanto, dupla: a empresa de satélite ainda não ameaça as líderes em escala, porém já ocupa uma posição relevante entre os principais participantes do mercado.

Conectividade em áreas afastadas ganha relevância

A expansão da Starlink interessa especialmente ao debate sobre acesso à internet em regiões onde a instalação de redes terrestres pode ser mais difícil. Localidades rurais, comunidades afastadas e áreas com menor infraestrutura aparecem como públicos potencialmente impactados pela ampliação de alternativas de conexão via satélite.

Esse tipo de serviço pode alterar a forma como consumidores e empresas avaliam as opções de banda larga disponíveis, sobretudo quando a cobertura por fibra óptica ou outras redes fixas não acompanha a demanda. Os dados de agosto não detalham, na pauta divulgada, a distribuição regional dos acessos da Starlink, mas mostram que a tecnologia já alcançou escala suficiente para aparecer à frente de uma operadora nacional no ranking.

Para o consumidor, a mudança não significa que a conexão via satélite tenha substituído as redes convencionais no país. O mercado continua concentrado nas grandes operadoras, e a participação da Starlink permanece em 1,62%. O principal sinal é a diversificação da concorrência: além de disputar clientes com empresas que utilizam infraestrutura terrestre, a companhia passou a influenciar a composição do ranking de banda larga fixa.

Diferença pequena, mudança simbólica no mercado

A ultrapassagem da TIM deve ser observada com cautela porque a distância entre as duas empresas é reduzida. Uma variação de poucos milhares de acessos pode alterar novamente a ordem em levantamentos posteriores. Ainda assim, o avanço acumulado pela Starlink ao longo dos oito primeiros meses do ano reforça a relevância do resultado de agosto.

A informação divulgada em 7 de outubro oferece um retrato específico do mercado, baseado nos acessos registrados naquele período. Ela não permite concluir, sozinha, que a Starlink manterá a nona posição nos meses seguintes nem que a tendência de crescimento continuará no mesmo ritmo. O dado mais objetivo é que, naquele recorte, a empresa ficou à frente da TIM.

O movimento acompanha a transformação do mercado brasileiro de conectividade, no qual diferentes tecnologias passam a disputar espaço para atender perfis variados de consumidores. A banda larga via satélite ainda representa uma fração do total, mas seu crescimento modifica o equilíbrio entre as empresas e amplia as alternativas para locais que não são atendidos da mesma forma pelas redes tradicionais.

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