Dalmi Defanti, fundador da Gráfica Print e especialista em assuntos gráficos, atua em um setor no qual a identidade visual desempenha um papel importante no reconhecimento das marcas. Enquanto muitas empresas investem em composições harmoniosas, cores equilibradas e elementos sofisticados, outras estão explorando uma estratégia diferente: utilizar designs considerados estranhos, com letras irregulares, combinações inesperadas e imagens que desafiam os padrões tradicionais de beleza.
Por que o design estranho pode chamar mais atenção?
O cérebro humano identifica padrões visuais familiares com relativa facilidade. Quando uma imagem apresenta características diferentes das normalmente encontradas em determinado ambiente, pode exigir maior atenção para ser interpretada. No design gráfico, esse efeito pode ser explorado por meio de cores contrastantes, tipografias distorcidas e composições que rompem com estruturas convencionais. Essa estratégia pode ser especialmente interessante em mercados nos quais diversas empresas utilizam elementos visuais muito semelhantes.
Uma embalagem com letras irregulares, por exemplo, pode se destacar em uma prateleira ocupada por produtos que apresentam identidades semelhantes. Entretanto, despertar curiosidade não significa necessariamente conquistar a preferência do consumidor. A aparência precisa estabelecer alguma relação com a proposta comercial e facilitar a identificação do produto. Além disso, a originalidade visual deve contribuir para transmitir uma mensagem coerente com as características e os valores da marca.
Nesse contexto, a experiência de Dalmi Defanti Cuiabá no setor gráfico permite relacionar a diferenciação visual à construção do reconhecimento das marcas. Elementos inesperados podem contribuir para tornar uma identidade memorável, mas precisam ser utilizados de maneira planejada para evitar dificuldades de leitura e interpretação. O equilíbrio entre criatividade e funcionalidade é fundamental para que a comunicação visual consiga atrair a atenção sem comprometer a compreensão das informações.

Como a imperfeição se transformou em uma escolha estética?
Durante muitos anos, a comunicação visual empresarial valorizou principalmente a simetria, o alinhamento preciso e a uniformidade dos elementos gráficos. Embora essas características continuem relevantes, passaram a dividir espaço com propostas que utilizam desenhos aparentemente improvisados, letras assimétricas e imagens com aparência artesanal. Essa mudança amplia as possibilidades criativas e permite que as empresas explorem estilos menos convencionais para estabelecer uma identidade visual própria.
Segundo Dalmi Defanti, essa linguagem pode ser associada à busca por autenticidade em um ambiente marcado pela presença de imagens digitais altamente padronizadas. Ilustrações feitas à mão, colagens e texturas irregulares podem transmitir uma sensação de espontaneidade, permitindo que determinadas marcas construam uma personalidade visual diferente daquela apresentada pelos concorrentes.
Quando uma identidade visual diferente pode prejudicar a marca?
A utilização de elementos inesperados apresenta limitações, especialmente quando compromete a compreensão das informações. Letras excessivamente deformadas, combinações de cores com pouco contraste e composições confusas podem dificultar a identificação de produtos, preços e orientações importantes para o consumidor. Além disso, uma identidade visual difícil de interpretar pode prejudicar a experiência de compra e reduzir a eficiência da comunicação entre a empresa e seu público.
O impacto também depende do segmento comercial. Empresas de entretenimento, moda e produtos criativos podem encontrar maior liberdade para explorar linguagens irreverentes. Já organizações que trabalham com informações relacionadas à saúde, segurança ou serviços financeiros precisam considerar cuidadosamente a clareza e a credibilidade transmitidas pela comunicação. Nesses setores, escolhas visuais inadequadas podem gerar dúvidas sobre a seriedade da instituição e dificultar a compreensão de informações essenciais.
Para Dalmi Defanti, cuja trajetória profissional está relacionada ao segmento gráfico, essa discussão também envolve a reprodução dos projetos em materiais físicos. Detalhes pequenos, sobreposições complexas e contrastes delicados podem apresentar resultados diferentes conforme o papel, a tinta e o processo de impressão utilizado, tornando necessária uma avaliação técnica antes da produção. Dessa forma, considerar as características dos materiais e as limitações dos equipamentos ajuda a preservar a qualidade visual e a legibilidade do projeto final.

