O nome de Lydi Siqueira, uma influenciadora digital e designer, se tornou sinônimo de polêmica em Feira de Santana após diversas vítimas denunciarem envolvimento em golpes financeiros que somam mais de R$ 200 mil. Conhecida por sua imagem de classe alta, ela foi acusada de aplicar golpes em empresários e comerciantes, utilizando sua reputação e prestígio na cidade para enganar suas vítimas. O caso tem gerado grande repercussão, especialmente por envolver transações envolvendo joias, serviços profissionais e promessas não cumpridas.
O método utilizado por Lydi Siqueira parece ter sido bastante eficaz, principalmente por sua habilidade de manipulação e sua rede de contatos influentes. Em um dos relatos, o leiloeiro Silvio de Jesus e o joalheiro Carlos Henrique Costa Barreiros revelaram que entregaram R$ 60 mil em joias à influencer com a promessa de que o pagamento seria realizado em um futuro próximo. Porém, o valor não foi quitado, e as vítimas se viram forçadas a registrar queixa na polícia, somando-se ao crescente número de denúncias contra ela.
De acordo com os registros, Lydi Siqueira já responde a mais de 20 processos judiciais por estelionato, extorsão e fraude. Entre suas vítimas estão empresários do ramo de joias, prestadores de serviços e até pessoas que confiaram nela para a realização de projetos de arquitetura, área em que ela alegava atuar. Em muitos desses casos, ela cobrava valores altos por projetos que nunca foram iniciados, deixando para trás um rastro de prejuízos e frustração.
O caso chamou atenção não apenas pelo montante financeiro envolvido, mas também pela maneira como Lydi Siqueira manipulava sua imagem de pessoa respeitada e pertencente a uma família tradicional em Feira de Santana. Segundo algumas das vítimas, ela usava o prestígio dos pais, conhecidos na cidade, para conquistar a confiança das pessoas e, assim, aplicar seus golpes. Esse aspecto psicológico do golpe, onde a vítima acredita que está lidando com uma pessoa confiável, torna os danos ainda mais profundos.
Uma das histórias mais impactantes é a de Silvio de Jesus, o leiloeiro da Caixa Econômica Federal. Ele relatou que, em um curto espaço de tempo, Lydi conseguiu convencê-lo a entregar R$ 20 mil em joias, com a promessa de pagamento posterior. Ao contrário do que foi acordado, o pagamento nunca ocorreu, e a influencer se mostrou cada vez mais evasiva, ameaçando até registrar queixas falsas contra o leiloeiro quando pressionada por respostas. Esse comportamento agressivo e manipulador reflete o modus operandi característico de estelionatários.
As investigações sobre os crimes de Lydi Siqueira continuam em andamento. Diversas vítimas relataram que a influencer utilizava diferentes táticas para enganar, desde falsificar compromissos financeiros até garantir que a suposta “compensação” viria por meio de depósitos bancários que nunca aconteceram. As vítimas alegam que, após a constatação do golpe, Lydi Siqueira passou a bloquear seus contatos e ameaçar retaliações legais.
Em meio à crescente pressão, Lydi Siqueira e sua defesa negaram as acusações, classificando-as como “infundadas” e alegando que os processos em andamento são fruto de mal-entendidos. Segundo a defesa da influencer, ela não dará entrevistas e prefere aguardar que o processo legal siga seu curso. Eles afirmam que a inocência de Lydi será provada no tribunal, enquanto as investigações continuam em busca da verdade.
Este caso não apenas expõe a vulnerabilidade de pessoas que confiam em influenciadores com grande alcance nas redes sociais, mas também destaca a necessidade de maior atenção ao lidar com transações financeiras, especialmente quando envolvem promessas de pagamentos a longo prazo. A história de Lydi Siqueira é um alerta sobre como a manipulação emocional e o uso indevido de uma imagem pública podem ser perigosos, resultando em consequências devastadoras para quem cai nas tramas de golpistas de elite.
Com a continuidade das investigações, espera-se que mais vítimas se apresentem, fortalecendo o processo contra a influencer. A justiça, neste momento, buscará garantir que todos os envolvidos nos crimes sejam responsabilizados e que os prejuízos causados sejam reparados. A complexidade desse caso revela como é possível, muitas vezes, mascarar intenções criminosas sob uma fachada respeitável e, por isso, é essencial que todos estejam atentos às práticas de manipulação emocional e fraude que podem ocorrer em qualquer esfera social.
Autor: Junde Carlos Pereira
Fonte: Assessoria de Comunicação da Saftec Digital